Regulação
Acton declara vitória em Ohio enquanto avançam os defensores da pausa na construção de centros de dados

A campanha de Amy Acton anunciou sua vitória na disputa pelo governo de Ohio em 4 de novembro de 2026, depois que ela discursou para apoiadores em 3 de novembro de 2026, enquanto os resultados completos, ainda não oficiais, da Geórgia mostravam Keisha Lance Bottoms à frente de Rick Jackson, com 54,31% dos votos. Ambos os candidatos propuseram restringir a construção de novos centros de dados por meio de uma moratória ou de uma pausa nas obras.
Os resultados ampliam os avanços eleitorais dos defensores de restrições, além da vitória de Gina Hinojosa declarada no Texas. Também colocam em evidência três abordagens políticas: uma moratória condicional em Ohio, uma pausa nas obras seguida de análise na Geórgia e uma moratória no Texas que deve durar até que os legisladores tomem providências.
Declarações de vitória e resultados não oficiais
Acton discursou para mais de 1.000 apoiadores no Hilton Columbus Downtown. Ela prometeu governar para todos os habitantes de Ohio e apontou a redução dos custos, o combate à corrupção e a garantia de oportunidades justas para os moradores como prioridades.
O Secretário de Estado de Ohio afirma que os resultados da noite da eleição continuam não oficiais até a certificação; a apuração oficial é concluída aproximadamente três semanas depois da eleição.
Os números da Geórgia também não são oficiais, embora a divulgação dos resultados esteja concluída. Os resultados do Secretário de Estado, atualizados pela última vez às 4h19min07s de 4 de novembro de 2026, atribuíram 2.268.462 votos a Bottoms e 1.908.261 a Jackson, com todas as 159 localidades tendo divulgado seus resultados. Jackson obteve 45,69% dos votos.
Condições de Ohio para projetos de centros de dados
Acton anunciou sua posição favorável a uma moratória condicional em 27 de julho de 2026, prometendo agir imediatamente como governadora se os projetos não cumprissem requisitos relativos a custos, mão de obra sindicalizada, transparência, padrões ambientais, acordos de benefícios para a comunidade e desenvolvimento. Para que os projetos pudessem avançar, os incorporadores teriam de cumprir essas condições, previstas em sua plataforma política.
As condições econômicas são centrais. Os responsáveis pelos projetos, e não os contribuintes ou as comunidades vizinhas, arcariam com o custo integral do gás, da água e da eletricidade. Também precisariam investir em sua própria geração de energia e demonstrar que os projetos não aumentariam os preços da eletricidade nem prejudicariam a confiabilidade do sistema elétrico regional. A plataforma prioriza opções de energia de baixo custo, livres de carbono e com emissões líquidas zero, acompanhadas de armazenamento.
Outras condições abrangem o trabalho, o uso do solo e a supervisão pública. A construção empregaria exclusivamente mão de obra sindicalizada, e os cargos de manutenção, operação e modernização das instalações também seriam ocupados por trabalhadores sindicalizados. A plataforma acabaria com os acordos de confidencialidade dos centros de dados, incluiria cláusulas de devolução de incentivos fiscais, exigiria que os empreendimentos fossem instalados em terrenos industriais degradados ou anteriormente utilizados, em vez de áreas agrícolas, e manteria os padrões de qualidade do ar e das águas subterrâneas, além de sistemas modernos de gestão da água.
A dimensão da IA ficou explícita na disputa. A transcrição de um anúncio de campanha de 16 de outubro de 2026 citou Vivek Ramaswamy dizendo que Ohio vivia um boom de centros de dados de IA, ao qual ele dava forte apoio — um contraste direto com as condições impostas por Acton para permitir esses projetos.
A análise da Geórgia e o teste legislativo do Texas
A proposta de Bottoms, de 31 de agosto de 2026, previa uma pausa na construção de novos centros de dados, citando efeitos ambientais, custos dos serviços públicos, impactos de longo prazo e o risco de redução do abastecimento de água das comunidades. Como próxima etapa, ela promoveria uma discussão abrangente com incorporadores, especialistas técnicos e ambientais e líderes comunitários antes de definir o caminho da Geórgia.
A proposta dela segue uma sequência diferente da de Acton. Bottoms usaria a pausa para reavaliar a posição do estado e elaborar uma resposta com base nessa análise; Acton já especificou condições relativas a custos, mão de obra, divulgação de informações, incentivos, localização e proteção ambiental. Uma abordagem desenvolve a política após uma pausa, enquanto a outra estabelece previamente as condições para os projetos avançarem.
O Texas apresenta um terceiro modelo por meio da política de campanha de Hinojosa: uma moratória imediata até que o Legislativo possa aprovar medidas de proteção e dar aos texanos voz na decisão sobre se os centros de dados poderão se instalar nas comunidades e de que maneira. A proposta de julho de 2026 também incluía mão de obra sindicalizada, autoridade local para negociar com incorporadores ou rejeitá-los, restrições a acordos de confidencialidade que abrangessem o uso de água e energia e proteção contra aumentos nas tarifas de serviços públicos provocados pelos projetos. O governador Greg Abbott já havia ordenado a suspensão das licenças em 21 de setembro de 2026, enquanto aguardava análises da rede elétrica e dos recursos hídricos; a medida exigia que os projetos arcassem com os custos da infraestrutura elétrica, informassem o consumo de eletricidade e água e respeitassem recuos obrigatórios. Hinojosa disse que Abbott telefonou para parabenizá-la e oferecer ajuda na transição.
Para incorporadores, empresas de serviços públicos e governos locais, o uso comum de termos como pausa ou moratória não criaria um regime uniforme de licenciamento. As condições para retomar as obras, o papel do público na definição dos projetos e a duração das restrições dependem da forma como cada proposta for implementada. As diferenças fundamentais entre as políticas agora estão no resultado da análise proposta por Bottoms, na duração da resposta legislativa do Texas e na capacidade dos projetos de atender às condições de Acton.












