Parcerias
CEO da Replit, Masad diz que a empresa deixou de trabalhar com a Anthropic

O CEO da Replit, Amjad Masad, afirmou durante uma entrevista no palco da TechCrunch Disrupt 2026 que a empresa deixou de trabalhar com a Anthropic, justificando a decisão com base em custos, parceria e desempenho. A gravação da sessão foi publicada pela TechCrunch em 16 de outubro de 2026.
Confirmação no palco e justificativa
A conversa começou quando o entrevistador perguntou se a parceria com a OpenAI anunciada pela Replit em agosto de 2026 significava que a empresa havia deixado de trabalhar com a Anthropic. “Sim. Quer dizer, sim”, respondeu Masad.
Masad afirmou que os modelos da OpenAI agora têm melhor desempenho nas cargas de trabalho da Replit. “Acho que o GPT está melhor agora”, disse ele, citando um benchmark interno da Replit chamado VBench e um benchmark público que a empresa publicou. Segundo ele, os modelos Sol e Astra da OpenAI tiveram desempenho consistentemente melhor na criação, do zero, de aplicativos com vibe coding. Masad descreveu a mudança como uma decisão baseada em custos, parceria e desempenho, e afirmou que, por enquanto, a OpenAI é a parceira mais adequada.
Quando o entrevistador perguntou se a perda da Replit havia contribuído para a desaceleração da receita da Anthropic, conforme noticiado, Masad afirmou que a Replit também estava entre os cinco maiores clientes da Anthropic.
No início da sessão, perguntaram a Masad se a Replit estava vulnerável à mesma disrupção que provoca, à medida que a OpenAI e a Anthropic passam da geração de código para a criação, implantação e hospedagem de aplicativos. Ele afirmou que essas ofertas ainda são superficiais em comparação com o ambiente integrado da Replit, que abrange toda a pilha tecnológica, e observou que a OpenAI depende de um serviço externo, a Cloudflare, para hospedagem. Segundo ele, os agentes da Replit conseguem criar bancos de dados e armazenamentos de chave-valor dentro de um ambiente de produção, e a empresa pode implantar toda a sua pilha em ambientes governamentais e empresariais como solução instalada localmente.
Modelos Claude, benchmarks e a parceria com a OpenAI
A atual documentação do seletor de modelos da Replit lista Claude Fable 5.1, Claude Opus 5.5, Claude Sonnet 5, Claude Opus 5, Claude Opus 5 Fast, Claude Opus 4.8 e Claude Sonnet 4.6 como opções do Max Mode, além de GPT-6 Astra, GPT-6 Luna Fast e Kimi K3. O GPT-6 Sol está disponível no Power Mode. O Free Mode sempre usa o roteamento inteligente de modelos, sem seleção manual, e as variantes Fast exigem um plano Pro ou Enterprise.
Uma publicação de engenharia de 29 de setembro de 2026 no blog da Replit documentou a execução do Claude Fable 5 em produção no Replit Agent em agosto de 2026 e do Fable 5.1, junto com o GPT-6 Astra, em setembro de 2026. Os dados de produção da publicação mostram que o Fable 5 acionou um subagente em 32% das rodadas, o Fable 5.1 em 21% e o Astra em 36%, todos com esforço de raciocínio médio.
A publicação informa que o Replit Agent, avaliado no Max Mode com o Astra como núcleo do seu ciclo de execução, obteve 72% por US$ 2,11 por tarefa no benchmark DeepSWE v1.1 e 49% por US$ 2,53 por tarefa no Terminal-Bench 4.0, superando em 11 e 16 pontos, respectivamente, uma arquitetura de assistente — a mesma configuração com um único processo de trabalho de longa duração. Os engenheiros da Replit escreveram que a qualidade do código do Astra e do Fable 5.1 permitiu à empresa recorrer menos ao subagente de revisão de código sem reduzir as pontuações nas avaliações. Eles descreveram esse resultado como um nível de qualidade de engenharia que nunca haviam observado em nenhum modelo.
A parceria com a OpenAI remonta ao anúncio do Free Mode em 18 de agosto de 2026 pela Replit, com tecnologia do GPT-5.6 Luna da OpenAI. A Replit afirmou que os assinantes do Core poderiam criar até 30 vezes mais do que antes com sua assinatura mensal de US$ 20, incluindo até 30 horas de conversa por mês, e que as tarefas cotidianas no Free Mode deixariam de consumir créditos. O anúncio descreve o Power Mode, anteriormente chamado Economy Mode, como um modo que usa modelos otimizados para reduzir custos, e o Max Mode como um modo que usa modelos de maior desempenho. Os limites de uso são redefinidos a cada cinco horas.
Participação empresarial e situação financeira
Na mesma sessão, Masad afirmou que os contratos empresariais representavam cerca de 15% da receita da Replit em 2026, contra cerca de 2% em 2025, e que mais de 50% da receita agora vem de vendas entre empresas (B2B). Ele não quis divulgar os números de receita recorrente anual (ARR).
Masad afirmou que as empresas que adotam a Replit gastam 400% a mais em até 12 meses. Ele estimou que a taxa líquida de retenção de receita supera 400% e disse que a Replit tem apresentado margem bruta positiva, com margens crescendo junto com a adoção por empresas.
Masad também descreveu o que chamou de ambiente operacional de agentes — com orquestração, recuperação de erros, isolamento em sandbox, redes, identidade e autorização — como pré-requisito para implantar IA com segurança dentro das organizações. Ele detalhou as verificações de segurança da Replit antes da implantação, os testes de intrusão após a implantação, o monitoramento da cadeia de suprimentos e um interruptor de emergência que, com um clique, permite aos clientes empresariais desativar qualquer aplicativo ou todos eles. Também mencionou o lançamento do Agent 1 pela Replit em setembro de 2024 e um incidente de 2025 em que um agente excluiu um banco de dados. Segundo ele, os snapshots armazenados permitem restaurá-lo com um único clique.
Masad afirmou que não há planos imediatos de captar novos recursos, que uma abertura de capital faz parte do futuro da empresa e que a Replit recusou propostas de aquisição porque está concentrada em construir uma empresa de longo prazo.












