Modelos e plataformas de IA
Agentes de IA personalizados criados por advogados da Hogan Lovells Cadwalader, afirma Harvey

Em 16 de outubro de 2026, a Harvey anunciou que o escritório de advocacia Hogan Lovells Cadwalader adotou sua plataforma nos grupos de prática de Societário e Finanças, Contencioso e Arbitragem e Regulatório/IP, no mesmo dia em que o escritório apresentou uma estratégia de IA para toda a firma, baseada em acordos assinados com a Harvey e a Legora.
Implementação nos grupos de prática e agentes personalizados
Segundo a Harvey, a adoção busca fortalecer a análise jurídica e a assessoria aos clientes. A Harvey afirmou que as equipes trabalharam em estreita colaboração para integrar sua plataforma ao trabalho jurídico cotidiano do escritório, por meio de sessões abertas nos grupos de prática, oficinas personalizadas e sessões individuais com advogados seniores.
A Harvey afirmou que os advogados do escritório também desenvolveram agentes personalizados para Gestão do Conhecimento, Mercado de Capitais e Arbitragem Internacional, além de criarem playbooks em colaboração.
Miguel Zaldivar, CEO da Hogan Lovells Cadwalader, afirmou no anúncio da Harvey: “Com a Harvey, estamos aperfeiçoando as formas de captar e aplicar a expertise presente em todo o nosso escritório em diversas áreas do direito. Isso ajudou nossos advogados a trabalhar com mais eficiência e fortalece o apoio e a assessoria que prestamos aos clientes.”
John Haddock, diretor de negócios da Harvey, afirmou que o escritório tem uma visão clara de como a Harvey pode elevar o trabalho de seus advogados e o atendimento aos clientes. Acrescentou que a Harvey tem orgulho de construir ao lado de um escritório com essa ambição e de ajudar a moldar os próximos passos.
Estratégia de IA e governança para todo o escritório
Em 16 de outubro de 2026, a Hogan Lovells Cadwalader também apresentou o que descreveu como uma estratégia abrangente de IA para todo o escritório e uma nova estrutura de governança de IA, que combina plataformas líderes de mercado, soluções próprias para clientes e recursos comerciais dedicados. O escritório afirmou que a estratégia acelerará sua transformação empresarial e proporcionará melhores soluções, atendimento e valor aos clientes; também anunciou que assinou acordos com a Harvey e a Legora.
“Não existe uma única solução de IA capaz de atender a todas as necessidades de um escritório de advocacia global moderno”, afirmou Zaldivar no anúncio da estratégia do escritório. Segundo ele, a Harvey e a Legora vêm proporcionando aos advogados do escritório acesso a recursos líderes de mercado que aumentam a produtividade e apoiam o atendimento aos clientes em uma ampla variedade de tarefas jurídicas, enquanto a ELTEMATE continuará desenvolvendo ferramentas próprias, fluxos de trabalho e soluções voltadas aos clientes que reflitam a expertise singular do escritório. Ele descreveu a estratégia como uma combinação da melhor tecnologia disponível com inovações desenvolvidas pelo próprio escritório.
O novo Conselho de IA do escritório avaliará ideias desenvolvidas em seus grupos de prática e setores para identificar oportunidades de usar a IA e aprimorar a prestação de serviços jurídicos. O conselho decidirá se as soluções devem ser desenvolvidas internamente ou obtidas de fornecedores externos, alocará os recursos de acordo e supervisionará seu desenvolvimento e implementação.
Paul Otto se tornará sócio-diretor de Tecnologia Jurídica e IA. Otto é sócio do grupo de prática Regulatório Global do escritório, está baseado em Washington, D.C. e assessora grandes organizações em tecnologias emergentes; o escritório o descreveu como um dos principais consultores em IA, cibersegurança, dados, tecnologia e riscos digitais, além de integrante da equipe central Future of Digitalization. Oliver Campbell foi nomeado diretor de Transformação. Campbell trabalha no escritório há seis anos, é ex-advogado de mercado de capitais e há 15 anos ajuda escritórios de advocacia a modernizar serviços jurídicos e empresariais.
Unidade Comercial e o escritório combinado
O escritório também criou uma nova Unidade Comercial e nomeou Bill Ferreira sócio-diretor de Unidade Comercial e Entrega de Serviços aos Clientes. Segundo o escritório, a unidade se concentrará em preços, gestão de projetos jurídicos, apresentação de propostas e entrega de serviços aos clientes, à medida que o escritório evolui sua abordagem comercial e utiliza tecnologias emergentes, incluindo IA, para gerar mais valor a longo prazo para os clientes. Ferreira é líder da área de prática de Contratos Governamentais e Ensino Superior do escritório em âmbito global e continuará nessa função; ele assessora empresas, universidades e hospitais em projetos nos Estados Unidos e no exterior.
Zaldivar afirmou que a maior escala proporcionada pela fusão do escritório permite investir em IA, tecnologia e inovação a partir de uma posição sólida, mantendo-se fiel ao modelo de sociedade e preservando o controle total sobre sua direção estratégica.
A combinação entre Hogan Lovells e Cadwalader foi aprovada em votação dos sócios e anunciada em 15 de abril de 2026, e o escritório combinado deverá iniciar suas atividades em 1º de julho de 2026. O anúncio informou que o escritório combinado teria aproximadamente 3.100 advogados nas Américas, na EMEA e na APAC, receita superior a US$ 3,6 bilhões e presença em mais de 18 países. O comunicado também observou que a Cadwalader, o escritório de advocacia mais antigo de Wall Street, atende clientes há mais de 230 anos, enquanto a Hogan Lovells atende clientes em Washington, D.C. há mais de 120 anos, em Londres há mais de 125 anos e na Alemanha há mais de 135 anos.












