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Apostando no AI: Detecção de Fraude, Análise de Risco de Crédito e o Futuro dos Serviços Financeiros

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Em 2020, o mundo financeiro foi abalado por um escândalo envolvendo a Wirecard, uma empresa alemã de processamento de pagamentos company. A Wirecard havia inflado sua receita e lucros por anos por meio de um esquema de fraude contábil elaborado. Isso resultou em bilhões de dólares em perdas para os investidores e expôs vulnerabilidades nos métodos tradicionais de fiscalização financeira. Outro caso notável de fraude financeira ocorreu em fevereiro de 2016, quando hackers targeted o banco central de Bangladesh e exploraram vulnerabilidades no SWIFT, tentando roubar USD um bilhão. Embora a maioria das transações tenha sido bloqueada, USD 101 milhões ainda desapareceram.

Esses casos de alto perfil destacam a necessidade urgente de um sistema robusto de detecção de fraude no setor financeiro. Um estonteante cinco por cento da receita corporativa, totalizando USD 4,7 trilhões globalmente, é perdido para a fraude todos os anos, de acordo com a Association of Certified Fraud Examiners (ACFE).

O AI está revolucionando a forma como os bancos e instituições financeiras operam, tornando-os mais eficientes, seguros e centrados no cliente. Uma pesquisa recente da Ernest & Young revelou que quase todos (99 por cento) os líderes dos serviços financeiros relataram que suas organizações estavam implantando o AI de alguma forma.

De acordo com as projeções da indústria, a participação de mercado da inteligência artificial (AI) no setor de bancos, serviços financeiros e seguros (BFSI) deve aumentar em USD 32,97 bilhões de 2021 a 2026, refletindo o rápido crescimento e adoção das tecnologias de AI nesse domínio. O banco hiperpersonalizado com AI pode criar uma experiência bancária mais personalizada para os clientes, com produtos financeiros personalizados, conselhos de investimento e proteção contra fraude para suas necessidades e preferências únicas.

Ferramentas alimentadas por AI podem ajudar a gerenciar as finanças automaticamente, desde o orçamento e pagamento de contas até estratégias de poupança e investimento automatizadas, reduzindo a carga cognitiva sobre os indivíduos e promovendo uma melhor gestão financeira. O AI desempenha um papel crucial no fortalecimento das medidas de segurança cibernética e na prevenção de crimes financeiros, identificando e mitigando ameaças potenciais em tempo real.

A perspectiva de longo prazo para o AI nos serviços financeiros é altamente otimista, com 77 por cento dos executivos vendo o AI e a inteligência artificial generativa (GenAI) como um benefício geral para a indústria de serviços financeiros nos próximos 5-10 anos, de acordo com a pesquisa da Ernest & Young. Os líderes veem oportunidades no aprimoramento das experiências do cliente e do cliente, com 87 por cento afirmando que acreditam que o AI pode trazer melhorias para esse espaço. O futuro do AI nos bancos promete capacidades transformadoras que redefinirão o cenário da indústria.

Transformando as Experiências do Cliente

Chatbots alimentados por AI estão fornecendo suporte ao cliente 24 horas por dia, 7 dias por semana, respondendo a perguntas básicas, resolvendo problemas simples, melhorando a satisfação do cliente e reduzindo os custos operacionais para os bancos. Assistentes virtuais alimentados por AI podem guiar os clientes por meio de tarefas financeiras complexas, como solicitar empréstimos ou gerenciar investimentos, simplificando os processos e melhorando a experiência do usuário.

Além disso, o AI pode personalizar as experiências bancárias, recomendando produtos e serviços financeiros com base na história financeira e nos padrões de comportamento do cliente. Essa abordagem direcionada não apenas melhora o engajamento do cliente, mas também aumenta a probabilidade de obtenção de oportunidades de cross-selling e upselling para os bancos.

O AI também está desempenhando um papel vital na automação de tarefas repetitivas, como entrada de dados e processamento de empréstimos, liberando os funcionários dos bancos para se concentrar em tarefas mais complexas que exigem habilidades e capacidades de tomada de decisão humanas. A eficiência aumentada leva a economias de custos e produtividade melhorada para as instituições financeiras.

Detectando Fraude com AI

Métodos tradicionais de detecção de fraude dependem de sistemas baseados em regras que só podem identificar padrões pré-programados. O AI, por outro lado, aproveita algoritmos de aprendizado de máquina (ML) que podem analisar vastas quantidades de dados, incluindo histórico de transações, localização e informações do dispositivo, para identificar anomalias e atividades suspeitas em tempo real. Além disso, os algoritmos de ML podem aprender e se adaptar a novas táticas de fraude, tornando-os mais eficazes no combate a ameaças emergentes e ajudando as empresas a permanecer à frente dos riscos cibernéticos em evolução.

A detecção de fraude com AI e aprendizado de máquina oferece uma abordagem mais inteligente e dinâmica para proteger as instituições financeiras e seus clientes contra a fraude. Ao sinalizar transações fraudulentas imediatamente, o AI pode prevenir perdas financeiras antes que ocorram, ajudando a capturar a fraude rapidamente e de forma eficaz. Ao analisar uma ampla gama de pontos de dados, o AI pode diferenciar com precisão entre atividade legítima e fraudulenta, levando a menos interrupções para clientes legítimos e reduzindo falsos positivos.

Avaliando o Impacto do AI na Análise de Risco de Crédito

O AI está transformando a avaliação de risco de crédito, um aspecto crucial das decisões de empréstimo no setor financeiro. Tradicionalmente, os bancos confiaram fortemente em pontuações de crédito e histórico financeiro para determinar a elegibilidade para empréstimos. No entanto, o AI pode analisar um conjunto amplo de pontos de dados, incluindo fontes de dados alternativas, como atividade nas redes sociais, informações de fluxo de caixa e hábitos de compras online, para criar uma imagem mais holística da saúde financeira de um mutuário.

Ao considerar esse conjunto amplo de dados, o AI pode criar uma imagem mais matizada da creditabilidade de um mutuário, identificando relações complexas dentro dos dados que podem ser perdidas por métodos tradicionais. Algoritmos de aprendizado de máquina podem analisar vastas quantidades de dados mais rapidamente do que os humanos, com precisão e eficiência melhoradas, levando a avaliações de risco de crédito precisas.

O AI também pode ajudar a identificar mutuários creditáveis que podem ter sido excluídos por modelos de pontuação tradicionais, promovendo a inclusão financeira e expandindo o acesso ao crédito. Portanto, com base no perfil financeiro único de um mutuário, o AI pode ajudar a personalizar produtos de empréstimo e taxas de juros, criando um sistema de crédito equilibrado e acessível.

Lidando com os Desafios no Uso do AI

Os modelos de AI são apenas tão bons quanto os dados em que são treinados, e é crucial garantir que os sistemas de AI sejam imparciais e justos em seus processos de tomada de decisão. À medida que o AI desempenha um papel mais proeminente nos serviços financeiros, as regulamentações precisarão ser adaptadas para abordar questões como privacidade de dados, responsabilidade algorítmica e práticas éticas de AI.

A implementação responsável do AI nos serviços financeiros exige colaboração entre instituições financeiras, fornecedores de tecnologia e órgãos reguladores. Esse esforço conjunto é essencial para estabelecer padrões setoriais, abordar preocupações éticas e garantir o deploy responsável do AI.

Um dos principais desafios do AI é a explicabilidade. Isso é particularmente importante quando o AI é usado para decisões críticas, como conceder ou rejeitar empréstimos. Se um regulador questionar a decisão de uma instituição financeira tomada com o AI, a instituição financeira precisa ser capaz de explicar a lógica por trás disso. Por exemplo, se um pedido de empréstimo for rejeitado, o sistema de AI deve ser capaz de fornecer razões claras para a rejeição, como fatores específicos na história financeira do solicitante que contribuíram para a decisão. Esse nível de explicabilidade precisa ser considerado e incorporado ao modelo de AI desde o início do desenvolvimento e do deploy.

Ao abraçar o AI de todo o coração, com foco na inovação, conformidade e centricidade no cliente, os bancos e instituições financeiras podem garantir seu lugar como líderes na era digital, moldando o futuro dos serviços financeiros por anos a vem.

Srikumar Ramanathan é o Diretor de Soluções da Mphasis, trazendo mais de três décadas de experiência em tecnologia e inovação dentro do setor de serviços financeiros. Liderando o Grupo de Portfólio, ele garante que as soluções da Mphasis sejam de ponta e relevantes. Antes da Mphasis, Srikumar foi o CIO Regional do Citibank, impulsionando a inovação digital e a modernização do core banking na Ásia.